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segunda-feira, 3 de setembro de 2018
A DEUSA NEGRA
A Lua mingua até desaparecer na escuridão da noite, durante os
três dias que antecedem a entrada da Lua Nova a Lua não aparece
no céu, este período é dedicado á Deusa Negra.
Escrever sobre a Deusa Negra é um desafio pois durante séculos
todas as deusas negras foram mal vistas e mal interpretadas pela
Igreja Católica que tratou logo de confundi-las com demônios.
Mas as deusas negras não são seres malévolos, elas apenas têm um
trabalho a fazer no Submundo. Diferente do Inferno dos cristãos,
o Submundo não é um lugar de danação e sofrimento eternos,
é um lugar para onde os mortos vão a fim de confrontarem
o seu lado negro.
Todos nós temos um lado sombrio, ninguém é totalmente
bom ou totalmente mau, cada um de nós possui sentimentos
negativos com relação a alguém ou alguma coisa e esses
sentimentos podem ser confrontados e transformados em
algo positivo, eles não devem ser ignorados, apenas
devem ser direcionados a outro foco e transmutados
em algo positivo.
Após confrontar o seu lado negro, você se sentirá mais leve e livre
da culpa de alimentar sentimentos ruins.
De acordo com a mitologia, a Deusa desce ao Submundo em busca
de seu amado, o Deus, mas para entrar, ela teve que despir suas vestes,
tirar suas jóias e deixar tudo para trás; para penetrar no reino da Morte
ela foi amarrada, mas a Morte se encantou com a Deusa e pediu-lhe
seu amor, a Deusa recusou-lhe o pedido alegando que a Morte levava
tudo aquilo que ela amava.
A Morte explicou-lhe que o ciclo da vida é assim tudo morre
para um dia renascer.
No Submundo a Deusa foi açoitada pela Morte, mas começou a
compreender os Mistérios da vida.
Ela se entregou à Morte, se uniu a ela através do ato sexual,
e a Morte ensinou-lhe todos os mistérios do Cálice Sagrado que é o
caldeirão do renascimento e deu-lhe o colar que é o símbolo do
círculo do renascimento.
Este mito traz consigo a idéia de reencarnação, nascimento e morte
estão ligados e um não acontece sem o outro,
a Deusa não temeu a Morte, nós também não precisamos temê-la.
As deusas negras trabalham diretamente com a morte,
elas são as destruidoras, as guerreiras, as ceifeiras, as justiceiras.
Muitas pessoas não compreendem este poder e por isso o temem
e o recriminam, mas no ciclo da vida tudo morre para um
dia renascer e as deusas negras estão lá para guiar os mortos
ao seu destino.
Elas também são severas e impiedosas com os injustos
e os sem coração.
As deusas negras mais conhecidas são:
Hécate, da mitologia grega.
Perséfone, rainha do Submundo, também da mitologia grega.
Morrigu, da mitologia celta.
Kali, da mitologia hindu.
Lilith, das lendas babilônicas.
Aprofundem seus conhecimentos sobre a Deusa Negra, ela é fantástica,
poderosa e imbatível, porque para ela a morte não é o fim,
é um recomeço.
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A GRANDE MÃE - A DEUSA TRÍPLICE
As primeiras manifestações de devoção registradas
pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras.
Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza
eram a personificação da Grande Mãe.
Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação,
chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando,
essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma
nova face para a Deusa.
Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora,
o Útero de Toda Criação.
Na wicca, a Deusa se mostra com três faces:
a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a
Velha Sábia (lua minguante),
sendo que esta última ficou mais relacionada a
bruxa na imaginação popular.
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da
energia feminina, o poder da menstruação na mulher,
e é também a contraparte feminina presente em
todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
As deusas lunares da Antiguidade também eram assim
divididas jovens, mães e anciãs.
A lua donzela crescente, representa planos a serem realizados.
A lua cheia representa o ventre da mãe grávida, a fertilidade,
e a maturidade.
A lua minguante anciã assinala o recolhimento da colheita
de tudo aquilo que se plantou nas duas primeiras fases.
A lua nova a Deusa Negra representa a morte , o repouso,
antes do renascer.
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A NATUREZA TRINA DA MULHER - A MULHER LUA CRESCENTE

A NATUREZA TRINA DA MULHER
A natureza da mulher é cíclica e bem separada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.
No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno.
O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.
No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinas do "animus".
Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.
A MULHER LUA CRESCENTE
A primeira face da Deusa é a Donzela, ou Virgem e que corresponde a Lua Crescente. Representa a juventude, a vitalidade, a antecipação da vida, o início da criação, o potencial de crescimento e a semente do "vir a ser".
A Lua Crescente, portanto, liga-se a "virgem", a mulher solteira e sugere inúmeras promessas ocultas de crescimento, de riqueza, de criatividade e de prazer. Esta Lua nos faz voar à um mundo de sonhos e devaneios. Nos tornamos seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade. É o verdadeiro despertar de Eros, do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo. Neste mundo onde tudo é possível a mulher personifica-se como a eterna amante, a musa inspiradora que concretiza a eterna felicidade.
A mulher na Lua Crescente consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade. Ela é a personificação da deusa em sua manifestação instintiva e natural, buscando sua essência. Ela é rica em fertilidade e possibilidades, sem limites. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. É erva que se alastra e cobre tudo, pois ela é livre, animal sem dono, que não admite ficar presa à ninguém.
Dona de si mesma, ela se rege, se governa por seus princípios internos, muitas vezes à custa de muito sofrimento, pois toda liberdade tem seu preço.
Este princípio feminino é representado por várias deusas e uma delas é Àrtemis, a arqueira-virgem e amazona infalível, que corria livre pelos campos e de coração solitário. Ela é arquétipo da feminilidade mais pura e primitiva. Ela santifica a solidão e a vida natural. E, é ela que garante a nossa resistência a domesticação. Outra deusa da Lua Crescente é Inana, uma antiga entidade suméria que é portadora de qualidades lunares femininas. Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.
As mulheres que incorporam os atributos da Lua Crescente, são muito sensuais, verdadeiras Afrodites contemporâneas e conhecedoras da influência de seus poderes. Sentem orgulho de seu sexo e possuem uma vitalidade rara, somada a uma ansiedade de ampliar os horizontes de seu psiquismo. Jamais se adaptam à limites sociais e culturais, pois seu desejo de expansão é incontrolável. Estão sempre mudando, são mulheres inquietas e instáveis.
Como a Lua Crescente, revolucionam, criam e transformam constantemente. São difíceis de serem civilizadas, pois como Àrtemis, possuem um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Possuem temperamento estouvado e aprendem muito cedo a engolir suas lágrimas e planejar vinganças pelas humilhações que sofrem, devolvendo na medida certa o que receberam.
Para um homem relacionar-se com uma mulher-lua-crescente, pode ser um desafio e tanto. Igualmente, a mulher que penetrar fundo nesse lado de sua natureza artemisia, precisará reconhecer o poder primitivo de sua sanguinolência e o efeito que pode ter sobre o homem. A Lua Crescente nos põe em contato com todos esses aspectos da natureza feminina.
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A NATUREZA TRINA DA MULHER - A MULHER LUA CHEIA

A MULHER LUA CHEIA
O aspecto de Mãe da Deusa sempre foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e o identificasse. A Lua Cheia está associada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.
Na Lua Cheia entramos em outra dimensão do feminino, aqui o instinto se coloca a serviço da criação e da humanização. Esta é a fase lunar que é iluminada pelo Sol em sua totalidade, indicando mais clareza de consciência e um melhor relacionamento entre masculino e feminino, o que propicia a criação.
A Lua Cheia é a Lua Grávida de criatividade, de riqueza e da realização do próprio crescimento. É a imagem da Mãe, com o poder divino de carregar uma nova vida em seu ventre. É ela que gera, promove o crescimento e dá o nascimento. Ela é a deusa da maternidade, que traz consigo a fertilidade para a terra e para os homens.
A Lua Cheia nos conecta com a terra, nos coloca em contato com os valores terrenos, é o próprio amor realizado. Esta Lua-Mãe, foi expressa mitológicamente pelos gregos como Deméter com sua prodigiosa energia para nutrir e acalentar e sua dedicação desinteressada para com os filhos e a família. Esta deusa-mãe também é visualizada em Cibele, Ísis, em Astarte e na Virgem Maria. Todas aparecem sempre com o filho, o que pressupõe uma capacidade de relacionamento e reprodução realizada.
O filho representa o nascimento, o Logos no feminino. A Lua, deste modo, relaciona-se com o mundo de maneira mais humana, através de seu filho. Estabelece-se assim, um contato mais íntimo entre o mundo interno e o externo, do divino com o terreno e do espiritual com o material.
A maternidade em si já é uma doação, mas também associa-se à capacidade de sacrifício. Todas as deusas citadas, têm em comum o fato de terem um filho que morre e depois ressuscita. O filho seria a semente que morre, se decompõe na terra, para trazer em seguida a renovação da vida. Mas, enquanto não chega a hora do sacrifício, o filho reina junto com a Mãe-Lua e é controlado por ela.
A mulher regida pela Lua Cheia é mais confiável, pois se assemelha à Mãe. Ela é acolhedora, mais domesticada e sempre se coloca à disposição e proteção do outro. Esta mulher tem os pés no chão e seus mistérios não são tão ocultos, pois ela se revela mais claramente. Ela acolhe a criação, que é a união do masculino com o feminino.
Mas esta mulher tem uma preocupação exagerada com a segurança, o que impede o seu aprofundamento em seus relacionamentos, pois o contato mais íntimo, pode constituir-se em uma ameaça. Desenvolve então, um controle fora do comum e nada pode pegá-la desprevenida. Aqui desenvolve-se um impedimento a sua criatividade, pois seus passos são calculados, evitando confrontar-se com o desconhecido, que podem lhe proporcionar surpresas desagradáveis.
A mulher-lua-cheia é a esposa e mãe perfeita, desfaz-se em eficiência e cuidados, mas falta-lhe a paixão e a inquietação.
A mulher-lua-cheia é a esposa e mãe perfeita, desfaz-se em eficiência e cuidados, mas falta-lhe a paixão e a inquietação.
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A NATUREZA TRINA DA MULHER - A MULHER LUA MINGUANTE

A MULHER LUA MINGUANTE
O terceiro aspecto da Deusa, a Anciã, corresponde à fase da Lua Minguante, sendo o menos compreendido e o mais temido.
A Lua Minguante define-se no acaso e na velhice. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada a velha bruxa, ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte, à destruição do impulso de Eros.
A mulher que é arquetípicamente regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível. Parece possuir um potencial para realização de algo que é difícil definir com exatidão. Possui virtualidades pressentidas, mas nem sempre realizadas.
Ela mesma não se define de maneira consciente e clara. Possui também uma certa dificuldade em lidar com os aspectos da vida consciente. Esta é a mulher que vive no "mundo da lua". Está sempre descobrindo novas possibilidades, mas tem certa dificuldade em direcioná-las e nunca consegue finalizar o que começou.
Como está mais próxima e mantém constante contato com as fontes inconscientes da fertilidade, aparenta estar realizando algo, mas que pode nunca concretizar. É sempre suscetível a perder-se em sonhos e devaneios em função da dificuldade que tem em lidar com o concreto e o real.
O seu maior obstáculo é o tempo presente, pois está sempre voltando ao passado, revendo tudo o que foi capaz de realizar, ou lamentando o que deixou de fazer. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros, devido ao seu excesso de auto-referência.
A sua criatividade, se não submetida ao controle do ego consciente, pode assumir uma forma caótica e desordenada. A sua maior dificuldade está em mobilizar e dirigir essa energia. Possui ela, todo o potencial para a criação por seu acesso fácil às fontes criadoras lunares, mas necessita compreender e separar a mistura orobórica criativa, a fazer a ordenação do caos, para que ele se transforme num cosmo criativo
A mulher Lua Minguante possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente. A necessidade de mudança também está sempre determinando seu comportamento.
O que mais importa para ela é o próprio processo do que o objetivo final, o caminho não tem tanta importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.
A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.
A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.
A Lua Minguante sempre serviu como vaso adequado para a projeção de todo o lado sombrio, tanto do homem como da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate e Lilith e tantas outras deusas que apresentam aspecto sombrio, mas que pode no final nos trazer a iluminação. Talvez torne-se necessário para a mulher fazer um acordo com estas deusas, para que elas a presenteiem com a possibilidade de um enriquecimento de personalidade, permitindo a sua expressão de uma forma mais humanizada e não tão instintiva. Deste modo, as dimensões do instinto poderão ter uma via mais integrada, em que pode haver a participação de novas forças energéticas.
É observando e reconhecendo os movimentos da Lua no céu e integrando as suas três fases, que poderemos nos alinhar e sintonizar com o fluxo do tempo e com os ritmos naturais. Nos utilizando dos poderes mágicos da Lua e reverenciando as Deusas ligadas a ela, criaremos condições para melhorar e transformar nossa realidade, harmonizando-nos e vivendo de forma mais equilibrada, plena e feliz.
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O MITO DE LILITH E A OPRESSÃO FEMININA

O primeiro capítulo da Bíblia, conta a história de Adão e Eva... Mas segundo o Zohar (comentário rabínico dos textos sagrados), Eva não é a primeira mulher de Adão. Quando Deus criou o Adão, ele fê-lo macho e fêmea, depois cortou-o ao meio, chamou a esta nova metade Lilith e deu-a em casamento a Adão. Mas Lilith recusou, não queria ser oferecida a ele, tornar-se desigual, inferior, e fugiu para ir ter com o Diabo. Deus tomou uma costela de Adão e criou Eva, mulher submissa, dócil, inferior perante o homem.
De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.
O mito de Lilith pertence à grande tradição dos testemunhos orais que estão reunidos nos textos da sabedoria rabínica definida na versão Jeovística, que se coloca lado a lado, precedendo-a de alguns séculos, da versão bíblica dos sacerdotes. Sabemos que tais versões do Gênesis - e particularmente o mito do nascimento da mulher - são ricas de contradições e enigmas que se anulam. Nós deduzimos que a lenda de Lilith, primeira companheira de Adão, foi perdida ou removida durante a época de transposição da versão Jeovística para aquela sacerdotal, que logo após sofre as modificações dos pais da igreja.
No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir queria os mesmos direitos do homem, mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odiá-lo como igual, resolveu abandoná-lo.
Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida.
Lilith deve submeter-se a ele, pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido. Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revolta, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora; é o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.

Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: “Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei” (Cântico dos Cânticos III, 1). Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho).
Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder. Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do Outro Lado . Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com imundície e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).
Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?
Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia.
Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declarada a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém-casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.
Uma outra versão, diz que foram os anjos que mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva.
Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos.
Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos. Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes.
A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio, babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão), conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo.
Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica. Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmude, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença.
Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões. No Zohar Hadasch (seção Utro, pág. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.
O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah).
Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares). Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a encarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" . Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI).
Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias, só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva. Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.
A natureza foi madrasta para a mulher
(Sigmund Freud)

Quanta bobagem machista em torno de um mito feminino para denegrir, submeter, desvalorizar a mulher na história humana em geral.
Na Pré-história a mulher possuía o “poder biológico” e o homem o “poder cultural”. Daí o homem inveja esse poder biológico que a mulher tinha de gerar em seu ventre a vida.
No princípio era a Mãe Deusa da Terra, nos mitos antigos o mundo era criado por uma Deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda etapa, ele é criado por um casal criador. No terceiro, um macho ou toma o poder da Deusa ou o cria sobre o corpo da Deusa primordial. Na quarta etapa um Deus macho cria o mundo sozinho.Mais no decorrer do neolítico o homem começa a dominar a sua função biológica reprodutora, e, podendo controlá-la, pode controlar a sexualidade feminina.
Aparece então o casamento como o que conhecemos hoje, em que a mulher é PROPRIEDADE do homem e essa herança se transmite através das gerações de descendência masculina. Para poder arar a terra, os grupamentos humanos deixam de ser nômades . Dividem a terra e passam a ser sedentários. Começa m a se estabelecer as aldeias, depois as cidades, depois os estados no sentido antigo do termo, e com elas as sociedades patriarcais, ou seja, os portadores de valores e da sua transmissão são os homens.
Na Roma antiga o status de mulher foi extremamente degradado como era muito comum homossexualidade, a mulher fica restrita à reprodução. A sexualidade era rigidamente controlada pelos homens, o casamento era monogâmico e a mulher era obrigada a sair virgem da mão dos pais para as mãos do marido, qualquer ruptura desta norma poderia significar a morte, bem como assim, o adultério.
A mulher fica assim reduzida ao âmbito doméstico de reprodutora. Perde qualquer capacidade de decisão no domínio público, que fica inteiramente reservado ao homem o que torna a origem da dependência econômica da mulher, e se forma no decorrer das gerações, uma submissão psicológica que dura até hoje.

Dentre esse terror psicológico, físico e moral, a igreja teve um papel muito competente na história da submissão feminina.
Na idade média, as mulheres tinham o conhecimento transmitido de geração em geração como o de parteira, curandeiras, druídas (que mexiam com ervas) pois não existia desenvolvimento das ciências e formação acadêmica biológicas para tratamento das enfermidades. Mais tarde em meados da idade média elas vieram a representar uma ameaça, primeiro ao poder médico, com as universidades e segundo porquê elas formavam comunidades, como eram na totalidade muito pobres umas cuidavam das outras.
E para o resto da vida, nessa sociedade, conhecimento e prazer, emoção e inteligência são mais integrados na mulher do que no homem e por isso são perigosos e destabilizadores, em um sistema que repousa no controle e no poder inteiramente.
O fato de Eva ter sido gerada da costela de Adão nos remete a concluir que , o homem agora é quem gera a mulher, o que inferioriza o fato de parir, que antes, assegurava a grandeza. Grandeza esta agora, que pertence ao homem, que é quem trabalha e domina a natureza. Já não é mais o homem que inveja a mulher, agora é a mulher que inveja o homem e depende dele.
A mulher é vista como tentadora do homem, aquela que pertuba a sua relação com a sua transcendência e também aquela que conflitua a sua relação com os homens. Ela é ligada à natureza, à carne, ao sexo e ao prazer, domínios que tem que ser normatizados. Coloca-se o sexo como o pecado supremo e as mulheres se tornam frígidas porque sexo é coisa do diabo.
Era ela a responsável por qualquer e todo o mal que ocorressem naquela sociedade como morte do rebanho, doenças, catástrofes climáticas (seca) até impotência sexual do homem.
A religião católica e mais tarde, a protestante contribuiu decisivamente em varrer de toda a Europa, torturando e assassinando em massas as mulheres a quem eram julgadas como bruxas. Calcula-se que a inquisição assassinou 100 mil mulheres nas fogueiras sob o pretexto, entre outros de copularem com o demônio.
E não espanta que na própria Bíblia encontremos indícios dessa desigualdade entre homens e mulheres. Quando Deus criou o homem, Adão, ele o cria só apenas e depois criou a sua companheira Lilith, do barro, da sujeira. E depois, para o consolo de Adão, Deus criou Eva um ser submisso gerada da costela de Adão, indigna e imperfeita.
E por isso esse mito vergonhoso, disseminador de ódio contra a mulher, com objetivo déspota de arrancar, abstrair, castrar, manipular e violar os direitos femininos. Por causa da desobediência, por não querer ficar por baixo nas relações íntimas, ter que abrir-se e servir, por não ter seus direitos, como mulher respeitados, Lilith foi estereotipada como rebelada demoníaca e foi rotulada e usada como exemplo para toda e qualquer mulher, que se opuseram às ordens patriarcais e ela tem servido para colocar as mulheres em seu devido lugar.
Por se opor a obedecer a Adão, Lilith, passa a ser rotulada de concubina do Demônio, assassina de crianças, dama das trevas e outras baboseiras transloucadas e patológicas criadas pelas paranóias arcaicas, patriarcais religiosas que vem dominando o mundo por milênios e que infelizmente ainda há resquícios desta mentalidade doentia.
O que Lilith foi, sem dúvida, o primeiro arquétipo feminista.
Por causa dessa opressão feminina é que hoje a mulher liberta-se à procura do mundo público e à procura do prazer.
REFERÊNCIAS:
http://byfiles.storage.live.com/y1pMT9JDp6Oi7NwihBhNPgzoHLsHefvP052sks38nDO3lgKGRFkH4hQ3Q2Vex8lCqF-AEElCMDDtX0
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1. MULHER-ATENA

Como Deusa da sabedoria, Atena era conhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas, como arquétipo Atena é seguida pelas mulheres de mente lógica, governadas mais pela razão do que pelo coração.
Esta mulher regida pela sabedoria da civilização demonstra que pensar bem, manter a calma no ponto mais culminante de uma situação emocional e desenvolver boas táticas no meio do conflito são as melhores soluções.
A mulher que assim age está sendo como Atena e não agindo como um homem, seu aspecto masculino ou animus não está agindo por ela.
Esta mulher busca a realização profissional, sendo bem sucedida na educação, na cultura intelectual, na justiça social e política.
É bem fácil identificá-la, pois a mulher-Atena está no mundo, ela faz as coisas acontecerem: editorando revistas, dirigindo departamentos de Universidades, dirigindo empresas, são personalidades políticas e grandes executivas.
Ela está sempre em evidência,pois é prática e extrovertida e atuante.
Entretanto, a maioria dos homens têm medo dela, pois acham que não estão a altura de seu intelecto e da sua coragem.
É difícil um homem conquistar o seu respeito, mas quando o conquista a mulher-Atena é a mais leal das companheiras, uma verdadeira amiga de todas as horas.
Os gregos a chamavam de "Companheira dos Heróis" pois só homens realmente valorosos conquistavam o seu apoio e a sua proteção.
Suas preocupações são o mundo, tendem a ser sensíveis às relações humanas e somente elas são capazes de ajudar a tornar os grupos coesos.
O arquétipo desta deusa se manifesta com maior intensidade em meninas pequenas. Seu forte ego as tornam briguentas e combativas, sempre buscando destacar-se através da lógica e da razão.
Preferirá sempre brincar com meninos, aceitando suas brigas e brincadeiras violentas, armando táticas e estratégias para vencer.
Assim como sua irmã Artemis ela se orgulha dos seus modos de rapaz.
Porém, sendo mais competitiva, argumentará: "Tudo o que você consegue fazer, eu consigo fazer melhor".
A independência da mulher-Atena em relação aos homens é também, uma virtude que ela partilha com Artemis.
Na realidade, ambas são consideradas deusas virgens, ou seja uma em si mesmas, sem a nessecidade do complemento masculino, o que no mundo grego significava que não eram casadas.
Elas são tão bem resolvidas, não necessitando de um homem como parceiro ou consorte.
O motivo de Hera precisar de um companheiro ou de Afrodite tolerar um amante imaturo tendem a ser um mistério para Atena.
Entretanto, apesar de sua força, seu brilho e independência, a donzela vestida de armadura, tem a vulnerabilidade de uma menina, pois Atena é uma filha do Patriarcado e muitas vezes renega a sua sensibilidade feminina em favor de valores da sociedade Patriarcal.
Até mesmo as mais bem-sucedidas e carismáticas mulheres-Atena revelarão um dia, o quanto se sentem inseguras e ansiosas a despeito de tudo que realizam externamente devido a essa recusa em assumir a sua sensibilidade feminina.
Eis aqui o paradoxo que nos leva ao cerne da chaga de Atena: quanto mais ela encobre a donzela vulnerável, mais impetuosa se torna sua armadura protetora.
Sua ferida, irá afugentar com selvageria todos aqueles que poderiam ajudá-la, pois ela jamais desarma suas defesas.
Jamais deixará exposta a essência nua e infinitamente sensível de sua feminilidade.
Referência: As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen
A Deusa Interior - Jennifer Barker Woolger/Roger J. Woolger
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ALINE SANTOS: É Jornalista, Terapeuta Holística,Taróloga,Cabalista, Professora,Educadora Patrimonial, Escritora, Numeróloga, Pesquisadora de Ciências Ocultas, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica, Tarô Terapêutico e Numerologia.
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2. MULHER-ARTEMIS

Ártemis conhecida pelos romanos como Diana, era a Deusa da caça e da Lua, como Deusa da Lua ela é conhecida com portadora da luz, como deusa da caça, das crias e dos animais não domesticados.
Enquanto deusa da caça e da lua Ártemis era a personificação do espirito feminino independente.
O arquétipo que ela representa possibilita a uma mulher procurar seus próprios objetivos num terreno de sua própria escolha.
Como deusa virgem Ártemis era imune a apaixonar-se, não foi raptada nem violentada como Perséfone e Deméter e nunca foi metade de um par marido e mulher.
Como arquétipo da deusa virgem, Ártemis representa um sentido de integridade, uma em si mesma, ou seja, uma atitude "sei cuidar de mim mesma" que permite a mulher agir por conta própria.
A mulher Ártemis é prática, atlética, aventureira. Aprecia a cultura física, a solidão, a vida ao ar livre e os animais.
Dedica-se à proteção do meio ambiente, aos estilos de vida alternativos e às comunidades de mulheres.
Artemis não se destaca muito no mundo moderno. A cidade não é "sua praia". Quando ela é encontrada no meio urbano, ela é tímida, reservada.
Curtir festas e multidão não é algo que lhe interessa. A energia vigorosa que captamos em Artemis entretanto, não é mental, provém do seu corpo ágil e atlético, que adora envolver-se fisicamente nos projeto que desenvolve.
A mulher Ártemis tem a tendência a permanecer firme a respeito de suas causas e princípios.
A mulher-Artemis, mesmo depois de idosa, manterá o corpo ativo, cheio de energia e muito bem conservado.
Igual a sua irmã Atena é apta a viver perfeitamente bem sem os homens.
Ambas representam o tipo de mulher que já nasce com fortes qualidades "masculinas".
Atena teria a " cabeça fria" e Artemis o corpo rijo e perfeito. A maioria dos homens não conseguem acompanhar o estilo ativo e atlético de Artemis.
A energia arquétipa desta deusa aflora com maior força na adolescência. Ela começa a se identificar com as atividades, atitudes e maneiras de vestir dos meninos.
Dada a sua natureza de amante da liberdade, fica difícil saber quem ela é. Internamente ela se sente perplexa com a transformação de seu corpo e tenderá a escondê-lo com camisas soltas.
A vaidade exagerada de suas irmãs Afrodite e Hera só lhe inspira desprezo.
A chaga de Artemis envolve a solidão a que é relegada.
Seu amor à liberdade a tornam difícil de ser aceita como mãe, esposa ou profissional, estilos que pertencem a Deméter, a Hera e Atena.
Na verdade ela tem repúdio por valores e formas adotadas pela sociedade convencional.
A mulher-Artemis tende a escolher ser totalmente reclusa e muito solitária, por não conseguir adaptar-se a sociedade patriarcal que valoriza os esteriótipos femininos cujos os valores são aparência ditada pela moda.
Referência: Referência: As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen
A Deusa Interior - Jennifer Barker Woolger/Roger J. Woolger
ALINE SANTOS: É Jornalista, Terapeuta Holística,Taróloga,Cabalista, Professora,Educadora Patrimonial, Escritora, Numeróloga, Pesquisadora de Ciências Ocultas, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica, Tarô Terapêutico e Numerologia.
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