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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

ORAÇÃO À MÃE TERRA



Mãe nossa, cujo corpo é a Terra,
Santificado seja o teu ser.
Floresçam os teus jardins.
Seja feita a tua vontade, assim nas cidades 
como na natureza.
Agradecemos a este Dia,
o alimento, o ar e a água.
Perdoa nossos pecados contra a Terra,
como nós perdoamos uns aos outros.
E não nos deixes ser extintos,
mas livra-nos da nossa insensatez.
Pois tua é a beleza e o Poder,
e toda a vida, do nascimento à morte,
Do princípio ao fim.
Assim Seja.

Abençoada Sejas!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

GAIA A MÃE TERRA


GaiaGeia ou  (em grego: Γαῖα), na mitologia grega, é a Mãe-Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora incrível.

Gaia não possui corpo físico: sua essência se liga a um planeta, que se torna seu avatar vivo. 

O maior poder de Gaia é o controle sobre os elementos. Ela pode causar terremotos, erupções, maremotos, tufões, o crescimento acelerado de florestas, e controle sobre todos os animais. 

Gaia pode usar seus sentidos para rastrear qualquer ser vivo ou objeto no planeta onde sua essência está armazenada. 

Gaia possui força sobre humana, tem a capacidade de alterar sua escala tornando-se gigantesca, a capacidade de transpor dimensões, a capacidade de ouvir seus seguidores telepaticamente e o poder de transferir uma parcela de seus poderes temporariamente para seus seguidores. 

Segundo Hesíodo, no princípio surgiu o Caos (o vazio) e dele nasceram Gaia (a terra), Tártaro (o abismo), Eros (o amor), Érebo (as trevas) e Nix (a noite).

Gaia gerou sozinha Urano (o Céu), Ponto (o mar) e as Óreas (as montanhas). 
Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados".

Com Ponto, Gaia gerou Nereu, um deus marinho primitivo, representado como um idoso "o velho do mar". Além de Fórcis, Ceto, Euríbia e Taumante.

Com Urano, Gaia gerou os doze titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia, Reia,Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis; por fim nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai.

Após haverem concebido os titãs, Urano e Gaia geraram os três ciclopes e os três hecatônquiros.
Como Urano era capaz de prever o futuro, temeu o poder dos seus filhos, os quais tornar-se-iam poderosos, e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, clamou pelo favor de seus filhos titãs e pediu auxílio para libertarem seus irmãos e vingarem-se do pai. Dos doze irmãos, porém, somente Cronos aceitou a conspiração.

Gaia então retirou do peito o aço e com o auxílio de Nix,  fez uma foice dentada. Concedeu-a a Cronos e o escondeu, para que, quando seu pai viesse durante a noite, não percebesse a sua presença. 

Ao descer Urano para se unir mais uma vez com a esposa, foi surpreendido por Cronos, que atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra.
Cronos lançou os testículos de Urano ao mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra, fecundando-a. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia, nasceram os gigantes, as erínias as melíades.

Após a queda de Urano, Cronos subiu ao trono do mundo e libertou os irmãos. Mas vendo o quanto eram poderosos, também os temeu e os aprisionou mais uma vez. Gaia, revoltada com o ato de tirania e intolerância do filho, tramou nova vingança.

Já havendo assumido regência do universo e se casado com Reia Cronos foi advertido por Urano de que um de seus filhos o destronaria. Ele então passou a devorar cada recém-nascido tal qual seu pai o fizera. 

Contudo, Gaia ajudou Reia a salvar o filho mais novo, que viria a ser Zeus, escondendo-o numa caverna dos Montes Dícti, em Creta., onde seria amamentado pela cabra Aix da ninfa Amalteia. Reia então, em vez de entregar seu filho para Cronos devorá-lo, entregou-lhe uma pedra enrolada em roupas de bebê, que ele prontamente engoliu.

Já adulto, Zeus declarou guerra ao pai e aos demais titãs com suporte de Gaia. Durante cem anos nenhum dos lados chegava ao triunfo. Gaia então foi até Zeus e prometeu que ele venceria e se tornaria rei do universo se descesse ao Tártaro e libertasse os três ciclopes e os três hecatônquiros.

Ouvindo os conselhos de Gaia, Zeus venceu Cronos com a ajuda dos filhos libertos da Terra e se tornou o novo soberano do Universo. Zeus realizou um acordo com os hecatônquiros para que estes vigiassem os Titãs no fundo do Tártaro. Gaia enganada pela terceira vez, se revoltou e lançou mão de todas as suas armas para destronar Zeus.

Num primeiro momento, ela pariu os incontáveis andróginos, seres com quatro pernas e quatro braços que se ligavam por meio da coluna terminado em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais femininos e masculinos. Os andróginos surgiam do chão em todos os quadrantes e escalavam o Olimpo com a intenção de destruir Zeus, mas, por conselhos de Têmis, ele e os demais deuses deveriam acertar os Andróginos na coluna, de modo a dividi-los exatamente ao meio. Assim feito, Zeus venceu.

Noutra oportunidade, Gaia produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos gigantes; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Ao saber disto Zeus ordenou que Hélio, Selene, Eos e as Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de Nix, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim Gaia incitou os gigantes a empilharem as montanhas na intenção de escalar o céu e invadir o Olimpo. Zeus e os outros deuses permaneceram invictos, entretanto.

Como última alternativa, Gaia enviou seu filho mais novo e o mais horrendo, Tifão, para dar cabo dos deuses e seus aliados. Os deuses se uniram contra a terrível criatura e depois duma terrível e sangrenta batalha, lograram triunfar sobre a última prole de Gaia.

Enfim, Gaia cedeu e fez um acordo com Zeus de que jamais voltaria a tramar contra seu governo. Dessa forma foi ela recebida como uma titã olímpica. 


A Deusa Gaia era a deusa propiciadora dos sonhos e a protetora da fecundidade, como personificação da Terra ela é a Mãe de todos os Deuses e de toda a humanidade.




Seu culto era bastante difundido, especialmente nas épocas mais recuadas da cultura grega; acabou, porém, suplantado pelos cultos dos deuses olímpicos. Havia altares para Gaia em Atenas, Esparta, Olímpia, Tegéia, Delfos e muitas outras pólis.

A DEUSA NEGRA



A Lua mingua até desaparecer na escuridão da noite, durante os 

três dias que antecedem a entrada da Lua Nova a Lua não aparece
 no céu, este período é dedicado á Deusa Negra.

Escrever sobre a Deusa Negra é um desafio pois durante séculos 

todas as deusas negras foram mal vistas e mal interpretadas pela 
Igreja Católica que tratou logo de confundi-las com demônios.
Mas as deusas negras não são seres malévolos, elas apenas têm um 

trabalho a fazer no Submundo. Diferente do Inferno dos cristãos, 
o Submundo não é um lugar de danação e sofrimento eternos, 
é um lugar para onde os mortos vão a fim de confrontarem 
o seu lado negro.

Todos nós temos um lado sombrio, ninguém é totalmente 

bom ou totalmente mau, cada um de nós possui sentimentos 
negativos com relação a alguém ou alguma coisa e esses 
sentimentos podem ser confrontados e transformados em 
algo positivo, eles não devem ser ignorados, apenas 
devem ser direcionados a outro foco e transmutados 
em algo positivo.


Após confrontar o seu lado negro, você se sentirá mais leve e livre 

da culpa de alimentar sentimentos ruins.

De acordo com a mitologia, a Deusa desce ao Submundo em busca 

de seu amado, o Deus, mas para entrar, ela teve que despir suas vestes,
tirar suas jóias e deixar tudo para trás; para penetrar no reino da Morte
ela foi amarrada, mas a Morte se encantou com a Deusa e pediu-lhe 
seu amor, a Deusa recusou-lhe o pedido alegando que a Morte levava 
tudo aquilo que ela amava.
A Morte explicou-lhe que o ciclo da vida é assim tudo morre 

para um dia renascer.
No Submundo a Deusa foi açoitada pela Morte, mas começou a 

compreender os Mistérios da vida.
Ela se entregou à Morte, se uniu a ela através do ato sexual, 

e a Morte ensinou-lhe todos os mistérios do Cálice Sagrado que é o 
caldeirão do renascimento e deu-lhe o colar que é o símbolo do 
círculo do renascimento.
Este mito traz consigo a idéia de reencarnação, nascimento e morte 

estão ligados e um não acontece sem o outro, 
a Deusa não temeu a Morte, nós também não precisamos temê-la.


As deusas negras trabalham diretamente com a morte, 

elas são as destruidoras, as guerreiras, as ceifeiras, as justiceiras. 
Muitas pessoas não compreendem este poder e por isso o temem 
e o recriminam, mas no ciclo da vida tudo morre para um 
dia renascer e as deusas negras estão lá para guiar os mortos 
ao seu destino.
Elas também são severas e impiedosas com os injustos 

e os sem coração.
As deusas negras mais conhecidas são:

Hécate, da mitologia grega.
Perséfone, rainha do Submundo, também da mitologia grega.
Morrigu, da mitologia celta.
Kali, da mitologia hindu.
Lilith, das lendas babilônicas.

Aprofundem seus conhecimentos sobre a Deusa Negra, ela é fantástica, 

poderosa e imbatível, porque para ela a morte não é o fim, 
é um recomeço.

A GRANDE MÃE - A DEUSA TRÍPLICE



As primeiras manifestações de devoção registradas 
pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. 
Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza
eram a personificação da Grande Mãe. 
Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, 
chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, 
essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma 
nova face para a Deusa. 
Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, 
o Útero de Toda Criação. 
Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: 
a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a 
Velha Sábia (lua minguante), 
sendo que esta última ficou mais relacionada a 
bruxa na imaginação popular. 
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da 
energia feminina, o poder da menstruação na mulher, 
e é também a contraparte feminina presente em 
todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal! 
As deusas lunares da Antiguidade também eram assim 
divididas jovens, mães e anciãs. 
A lua donzela crescente, representa planos a serem realizados. 
A lua cheia representa o ventre da mãe grávida, a fertilidade, 
e a maturidade. 
A lua minguante anciã assinala o recolhimento da colheita 
de tudo aquilo que se plantou nas duas primeiras fases. 
A lua nova a Deusa Negra representa a morte , o repouso, 
antes do renascer.

A NATUREZA TRINA DA MULHER - A MULHER LUA CRESCENTE



A NATUREZA TRINA DA MULHER

A natureza da mulher é cíclica e bem separada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.

No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno. 

O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.
No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinas do "animus". 

Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.


A MULHER LUA CRESCENTE

A primeira face da Deusa é a Donzela, ou Virgem e que corresponde a Lua Crescente. Representa a juventude, a vitalidade, a antecipação da vida, o início da criação, o potencial de crescimento e a semente do "vir a ser".

A Lua Crescente, portanto, liga-se a "virgem", a mulher solteira e sugere inúmeras promessas ocultas de crescimento, de riqueza, de criatividade e de prazer. Esta Lua nos faz voar à um mundo de sonhos e devaneios. Nos tornamos seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade. É o verdadeiro despertar de Eros, do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo. Neste mundo onde tudo é possível a mulher personifica-se como a eterna amante, a musa inspiradora que concretiza a eterna felicidade.

A mulher na Lua Crescente consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade. Ela é a personificação da deusa em sua manifestação instintiva e natural, buscando sua essência. Ela é rica em fertilidade e possibilidades, sem limites. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. É erva que se alastra e cobre tudo, pois ela é livre, animal sem dono, que não admite ficar presa à ninguém.

Dona de si mesma, ela se rege, se governa por seus princípios internos, muitas vezes à custa de muito sofrimento, pois toda liberdade tem seu preço.
Este princípio feminino é representado por várias deusas e uma delas é Àrtemis, a arqueira-virgem e amazona infalível, que corria livre pelos campos e de coração solitário. Ela é arquétipo da feminilidade mais pura e primitiva. Ela santifica a solidão e a vida natural. E, é ela que garante a nossa resistência a domesticação. Outra deusa da Lua Crescente é Inana, uma antiga entidade suméria que é portadora de qualidades lunares femininas. Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.

As mulheres que incorporam os atributos da Lua Crescente, são muito sensuais, verdadeiras Afrodites contemporâneas e conhecedoras da influência de seus poderes. Sentem orgulho de seu sexo e possuem uma vitalidade rara, somada a uma ansiedade de ampliar os horizontes de seu psiquismo. Jamais se adaptam à limites sociais e culturais, pois seu desejo de expansão é incontrolável. Estão sempre mudando, são mulheres inquietas e instáveis.

Como a Lua Crescente, revolucionam, criam e transformam constantemente. São difíceis de serem civilizadas, pois como Àrtemis, possuem um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Possuem temperamento estouvado e aprendem muito cedo a engolir suas lágrimas e planejar vinganças pelas humilhações que sofrem, devolvendo na medida certa o que receberam.

Para um homem relacionar-se com uma mulher-lua-crescente, pode ser um desafio e tanto. Igualmente, a mulher que penetrar fundo nesse lado de sua natureza artemisia, precisará reconhecer o poder primitivo de sua sanguinolência e o efeito que pode ter sobre o homem. A Lua Crescente nos põe em contato com todos esses aspectos da natureza feminina.

A NATUREZA TRINA DA MULHER - A MULHER LUA MINGUANTE


A MULHER LUA MINGUANTE



O terceiro aspecto da Deusa, a Anciã, corresponde à fase da Lua Minguante, sendo o menos compreendido e o mais temido.
A Lua Minguante define-se no acaso e na velhice. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada a velha bruxa, ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte, à destruição do impulso de Eros.

A mulher que é arquetípicamente regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível. Parece possuir um potencial para realização de algo que é difícil definir com exatidão. Possui virtualidades pressentidas, mas nem sempre realizadas.


Ela mesma não se define de maneira consciente e clara. Possui também uma certa dificuldade em lidar com os aspectos da vida consciente. Esta é a mulher que vive no "mundo da lua". Está sempre descobrindo novas possibilidades, mas tem certa dificuldade em direcioná-las e nunca consegue finalizar o que começou.


Como está mais próxima e mantém constante contato com as fontes inconscientes da fertilidade, aparenta estar realizando algo, mas que pode nunca concretizar. É sempre suscetível a perder-se em sonhos e devaneios em função da dificuldade que tem em lidar com o concreto e o real.


O seu maior obstáculo é o tempo presente, pois está sempre voltando ao passado, revendo tudo o que foi capaz de realizar, ou lamentando o que deixou de fazer. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros, devido ao seu excesso de auto-referência.

A sua criatividade, se não submetida ao controle do ego consciente, pode assumir uma forma caótica e desordenada. A sua maior dificuldade está em mobilizar e dirigir essa energia. Possui ela, todo o potencial para a criação por seu acesso fácil às fontes criadoras lunares, mas necessita compreender e separar a mistura orobórica criativa, a fazer a ordenação do caos, para que ele se transforme num cosmo criativo


A mulher Lua Minguante possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente. A necessidade de mudança também está sempre determinando seu comportamento.


O que mais importa para ela é o próprio processo do que o objetivo final, o caminho não tem tanta importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.
A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.


A Lua Minguante sempre serviu como vaso adequado para a projeção de todo o lado sombrio, tanto do homem como da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate e Lilith e tantas outras deusas que apresentam aspecto sombrio, mas que pode no final nos trazer a iluminação. Talvez torne-se necessário para a mulher fazer um acordo com estas deusas, para que elas a presenteiem com a possibilidade de um enriquecimento de personalidade, permitindo a sua expressão de uma forma mais humanizada e não tão instintiva. Deste modo, as dimensões do instinto poderão ter uma via mais integrada, em que pode haver a participação de novas forças energéticas.
É observando e reconhecendo os movimentos da Lua no céu e integrando as suas três fases, que poderemos nos alinhar e sintonizar com o fluxo do tempo e com os ritmos naturais. Nos utilizando dos poderes mágicos da Lua e reverenciando as Deusas ligadas a ela, criaremos condições para melhorar e transformar nossa realidade, harmonizando-nos e vivendo de forma mais equilibrada, plena e feliz.

O MITO DE LILITH E A OPRESSÃO FEMININA



O primeiro capítulo da Bíblia, conta a história de Adão e Eva... Mas segundo o Zohar (comentário rabínico dos textos sagrados), Eva não é a primeira mulher de Adão. Quando Deus criou o Adão, ele fê-lo macho e fêmea, depois cortou-o ao meio, chamou a esta nova metade Lilith e deu-a em casamento a Adão. Mas Lilith recusou, não queria ser oferecida a ele, tornar-se desigual, inferior, e fugiu para ir ter com o Diabo. Deus tomou uma costela de Adão e criou Eva, mulher submissa, dócil, inferior perante o homem. 


De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem. 

O mito de Lilith pertence à grande tradição dos testemunhos orais que estão reunidos nos textos da sabedoria rabínica definida na versão Jeovística, que se coloca lado a lado, precedendo-a de alguns séculos, da versão bíblica dos sacerdotes. Sabemos que tais versões do Gênesis - e particularmente o mito do nascimento da mulher - são ricas de contradições e enigmas que se anulam. Nós deduzimos que a lenda de Lilith, primeira companheira de Adão, foi perdida ou removida durante a época de transposição da versão Jeovística para aquela sacerdotal, que logo após sofre as modificações dos pais da igreja. 

No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir queria os mesmos direitos do homem, mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odiá-lo como igual, resolveu abandoná-lo. 

Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. 

Lilith deve submeter-se a ele, pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido. Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revolta, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora; é o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.


Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: “Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei” (Cântico dos Cânticos III, 1). Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho).

Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder. Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do Outro Lado . Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com imundície e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).
Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?
Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia.
Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declarada a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém-casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.
Uma outra versão, diz que foram os anjos que mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva.
Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos.

Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos. Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes.
A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio, babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão), conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo.
Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica. Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmude, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença.

Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões. No Zohar Hadasch (seção Utro, pág. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.
O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah).
Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares). Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a encarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" . Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI).
Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias, só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva. Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.
A natureza foi madrasta para a mulher
(Sigmund Freud)


Quanta bobagem machista em torno de um mito feminino para denegrir, submeter, desvalorizar a mulher na história humana em geral.
Na Pré-história a mulher possuía o “poder biológico” e o homem o “poder cultural”. Daí o homem inveja esse poder biológico que a mulher tinha de gerar em seu ventre a vida.

No princípio era a Mãe Deusa da Terra, nos mitos antigos o mundo era criado por uma Deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda etapa, ele é criado por um casal criador. No terceiro, um macho ou toma o poder da Deusa ou o cria sobre o corpo da Deusa primordial. Na quarta etapa um Deus macho cria o mundo sozinho.Mais no decorrer do neolítico o homem começa a dominar a sua função biológica reprodutora, e, podendo controlá-la, pode controlar a sexualidade feminina.
Aparece então o casamento como o que conhecemos hoje, em que a mulher é PROPRIEDADE do homem e essa herança se transmite através das gerações de descendência masculina. Para poder arar a terra, os grupamentos humanos deixam de ser nômades . Dividem a terra e passam a ser sedentários. Começa m a se estabelecer as aldeias, depois as cidades, depois os estados no sentido antigo do termo, e com elas as sociedades patriarcais, ou seja, os portadores de valores e da sua transmissão são os homens.
Na Roma antiga o status de mulher foi extremamente degradado como era muito comum homossexualidade, a mulher fica restrita à reprodução. A sexualidade era rigidamente controlada pelos homens, o casamento era monogâmico e a mulher era obrigada a sair virgem da mão dos pais para as mãos do marido, qualquer ruptura desta norma poderia significar a morte, bem como assim, o adultério.
A mulher fica assim reduzida ao âmbito doméstico de reprodutora. Perde qualquer capacidade de decisão no domínio público, que fica inteiramente reservado ao homem o que torna a origem da dependência econômica da mulher, e se forma no decorrer das gerações, uma submissão psicológica que dura até hoje.

Dentre esse terror psicológico, físico e moral, a igreja teve um papel muito competente na história da submissão feminina.
Na idade média, as mulheres tinham o conhecimento transmitido de geração em geração como o de parteira, curandeiras, druídas (que mexiam com ervas) pois não existia desenvolvimento das ciências e formação acadêmica biológicas para tratamento das enfermidades. Mais tarde em meados da idade média elas vieram a representar uma ameaça, primeiro ao poder médico, com as universidades e segundo porquê elas formavam comunidades, como eram na totalidade muito pobres umas cuidavam das outras.

E para o resto da vida, nessa sociedade, conhecimento e prazer, emoção e inteligência são mais integrados na mulher do que no homem e por isso são perigosos e destabilizadores, em um sistema que repousa no controle e no poder inteiramente.
O fato de Eva ter sido gerada da costela de Adão nos remete a concluir que , o homem agora é quem gera a mulher, o que inferioriza o fato de parir, que antes, assegurava a grandeza. Grandeza esta agora, que pertence ao homem, que é quem trabalha e domina a natureza. Já não é mais o homem que inveja a mulher, agora é a mulher que inveja o homem e depende dele.
A mulher é vista como tentadora do homem, aquela que pertuba a sua relação com a sua transcendência e também aquela que conflitua a sua relação com os homens. Ela é ligada à natureza, à carne, ao sexo e ao prazer, domínios que tem que ser normatizados. Coloca-se o sexo como o pecado supremo e as mulheres se tornam frígidas porque sexo é coisa do diabo.
Era ela a responsável por qualquer e todo o mal que ocorressem naquela sociedade como morte do rebanho, doenças, catástrofes climáticas (seca) até impotência sexual do homem.

A religião católica e mais tarde, a protestante contribuiu decisivamente em varrer de toda a Europa, torturando e assassinando em massas as mulheres a quem eram julgadas como bruxas. Calcula-se que a inquisição assassinou 100 mil mulheres nas fogueiras sob o pretexto, entre outros de copularem com o demônio.

E não espanta que na própria Bíblia encontremos indícios dessa desigualdade entre homens e mulheres. Quando Deus criou o homem, Adão, ele o cria só apenas e depois criou a sua companheira Lilith, do barro, da sujeira. E depois, para o consolo de Adão, Deus criou Eva um ser submisso gerada da costela de Adão, indigna e imperfeita.
E por isso esse mito vergonhoso, disseminador de ódio contra a mulher, com objetivo déspota de arrancar, abstrair, castrar, manipular e violar os direitos femininos. Por causa da desobediência, por não querer ficar por baixo nas relações íntimas, ter que abrir-se e servir, por não ter seus direitos, como mulher respeitados, Lilith foi estereotipada como rebelada demoníaca e foi rotulada e usada como exemplo para toda e qualquer mulher, que se opuseram às ordens patriarcais e ela tem servido para colocar as mulheres em seu devido lugar.
Por se opor a obedecer a Adão, Lilith, passa a ser rotulada de concubina do Demônio, assassina de crianças, dama das trevas e outras baboseiras transloucadas e patológicas criadas pelas paranóias arcaicas, patriarcais religiosas que vem dominando o mundo por milênios e que infelizmente ainda há resquícios desta mentalidade doentia.
O que Lilith foi, sem dúvida, o primeiro arquétipo feminista.
Por causa dessa opressão feminina é que hoje a mulher liberta-se à procura do mundo público e à procura do prazer.

REFERÊNCIAS:
http://byfiles.storage.live.com/y1pMT9JDp6Oi7NwihBhNPgzoHLsHefvP052sks38nDO3lgKGRFkH4hQ3Q2Vex8lCqF-AEElCMDDtX0